Metodologia dos cálculos

Da informação ao resultado, sem esconder o caminho.

Aqui você vê o que entra em cada conta, a ordem dos cálculos, as tabelas usadas e as situações que podem mudar a estimativa.

Metodologia ampliada em 8 de setembro de 2026. Confira as referências específicas de cada ferramenta.

Nosso fluxo

Quatro etapas até um resultado explicado.

01

Você informa

Usamos apenas os valores, datas e escolhas preenchidos na ferramenta.

02

A regra organiza

Aplicamos as premissas e tabelas oficiais vigentes indicadas na página.

03

A conta separa

Verbas, descontos e valores informativos aparecem em blocos diferentes.

04

Você confere

O resultado mostra o total e as partes para facilitar a comparação.

Por que chamamos de estimativa?

Duas pessoas com o mesmo salário podem ter resultados diferentes por causa de datas, médias, faltas, dependentes, convenções, decisões judiciais ou rubricas internas. A ferramenta oferece uma referência organizada, não um documento oficial.

Como tratamos os centavos?

Os valores monetários exibidos usam duas casas decimais; taxas e proporções podem manter mais precisão interna. Na precificação, o preço é ajustado para cima até o próximo centavo quando necessário, e as projeções usam esse preço. Por isso, pequenas diferenças de centavos podem surgir quando um sistema de folha arredonda cada evento em outra etapa.

Quando atualizamos?

Revisamos tabelas, limites e critérios quando uma regra relevante é publicada e entra em vigor. A data de referência aparece nas páginas e nos conteúdos relacionados.

Calculadora por calculadora

Veja a fórmula em linguagem comum.

Abra o bloco da ferramenta que deseja conferir. As setas mostram a ordem geral da conta; os avisos registram o que fica de fora.

01

Rescisão CLT

Organizamos as verbas conforme o motivo da saída e mantemos os valores do FGTS fora do líquido da rescisão.

01

Saldo de salário: remuneração mensal ÷ 30 × dias considerados no mês da saída.

02

13º proporcional: remuneração ÷ 12 × meses com pelo menos 15 dias trabalhados no ano.

03

Férias proporcionais: remuneração ÷ 12 × avos informados, com acréscimo de 1/3.

04

Férias completas ou em dobro: quantidade informada × remuneração, com 1/3 e, quando aplicável, dobra.

05

Aviso-prévio: depende do motivo, da forma de cumprimento e do tempo completo de serviço.

06

INSS e IRRF: calculados separadamente sobre saldo salarial e 13º, conforme as tabelas de 2026.

02

Salário líquido

Partimos da remuneração tributável e mostramos cada desconto antes de chegar ao valor no bolso.

01

Base inicial: salário bruto + adicionais e outras verbas tributáveis informadas.

02

INSS: aplicação progressiva por faixa, respeitando o teto previdenciário de 2026.

03

IRRF: comparação entre deduções legais e desconto simplificado; usamos a opção mais vantajosa na simulação.

04

Salário-família: soma das cotas elegíveis quando a remuneração respeita o limite de 2026.

05

Líquido: base + salário-família − INSS − IRRF − outros descontos − parcela do Crédito do Trabalhador.

06

FGTS: 8% da remuneração informada, mostrado apenas como depósito estimado da empresa.

03

Férias

A conta separa descanso, terço constitucional, abono e eventual adiantamento do 13º.

01

Remuneração de férias: salário + média de adicionais, proporcional aos dias informados.

02

Terço constitucional: 1/3 do valor correspondente aos dias de férias.

03

Abono: dias vendidos ÷ 30 × remuneração, acrescido de 1/3, limitado a 10 dias na ferramenta.

04

Adiantamento do 13º: metade da remuneração de referência, quando selecionado.

05

INSS e IRRF: estimados sobre férias + terço; o abono aparece separado.

06

Líquido: total bruto − INSS − IRRF − outros descontos informados.

04

13º salário

Transformamos os meses válidos em avos e mostramos primeira parcela, descontos e acerto final.

01

13º bruto: (salário + média de adicionais) × avos ÷ 12.

02

Cada mês com pelo menos 15 dias trabalhados vale 1/12.

03

Primeira parcela: metade do 13º bruto estimado.

04

INSS e IRRF: apurados sobre o 13º, separadamente da folha mensal.

05

Segunda parcela: bruto − primeira parcela − INSS − IRRF.

05

Horas extras

Primeiro encontramos o valor da hora; depois aplicamos os adicionais e estimamos o reflexo no descanso.

01

Hora normal: salário mensal ÷ divisor da jornada informado.

02

Hora extra de 50%: hora normal × 1,5 × quantidade de horas.

03

Hora extra de 100%: hora normal × 2 × quantidade de horas.

04

DSR estimado: total de horas extras ÷ dias úteis da jornada × repousos e feriados do mês.

05

Acréscimo bruto: horas extras + DSR; o FGTS informativo corresponde a 8% desse acréscimo.

06

Raio-X do MEI

A ferramenta acompanha o CNPJ e, em seguida, apresenta uma leitura simplificada da renda do titular.

01

Limite: R$ 81 mil para o ano completo ou R$ 6.750 × meses de atividade no ano de abertura.

02

Projeção: média mensal do faturamento informado × meses de atividade previstos até dezembro.

03

Lucro aproximado: faturamento − despesas comprovadas informadas − DAS estimado no período.

04

Faixa isenta presumida: percentual da atividade aplicado ao faturamento, limitado ao lucro aproximado.

05

Possível parcela tributável: lucro aproximado − faixa isenta estimada.

06

IR anual: possível parcela tributável + outras rendas informadas, com tabela e redução anual de 2026.

07

Rendimentos e juros compostos

Projetamos o saldo mês a mês, separando os aportes dos rendimentos.

01

Taxa anual: conversão para a equivalente mensal por (1 + taxa anual)^(1/12) − 1. As taxas entram em forma decimal na fórmula.

02

CDI: a taxa diária de referência, multiplicada pelo percentual do CDI escolhido, é convertida para um mês com 252/12 dias úteis. A data e a disponibilidade da referência aparecem na ferramenta.

03

A cada mês: saldo anterior × (1 + taxa mensal) + aporte. O aporte entra no fim do mês.

04

Total investido: valor inicial + soma dos aportes. Rendimentos: saldo final − total investido.

08

Precificação, markup e margem

Formamos um preço por unidade e recalculamos a projeção pelo preço que pode ser cobrado em centavos.

01

Custo-base: matéria-prima ou mercadoria + insumos + outros custos variáveis por unidade.

02

Impostos: ICMS sobre o preço; PIS/Cofins sobre o preço menos o ICMS; outros impostos conforme percentual sobre o preço ou valor por unidade. Comissões são percentuais do preço. Esses critérios são premissas da ferramenta, não uma escolha automática de regime tributário.

03

Modo rápido: (custo-base + imposto fixo por unidade) ÷ (1 − percentuais efetivos da venda − margem desejada).

04

Modo completo: (custo-base + imposto fixo por unidade + (despesas fixas + lucro desejado) ÷ quantidade) ÷ (1 − percentuais efetivos da venda).

05

Preço sugerido: arredondado para cima até o próximo centavo, quando necessário para cobrir a meta. Impostos percentuais, margem, faturamento e lucro são recalculados com esse preço.

06

Equilíbrio: despesas fixas ÷ sobra por unidade, arredondado para cima em unidades inteiras. O faturamento no equilíbrio usa essa quantidade × preço.

07

Markup multiplicador: preço ÷ custo-base. Divisor: custo-base ÷ preço. Lucro mensal: sobra por unidade × quantidade − despesas fixas.

09

Margem acumulada de vendas

Somamos operações realizadas para mostrar a sobra do conjunto antes das despesas fixas.

01

Custo do produto: custo unitário × quantidade ou custo total informado, conforme a opção selecionada.

02

Despesas variáveis: frete + impostos + comissões e taxas + outros gastos da venda. Valores de impostos em reais representam o total da operação; em %, aplicamos as bases explicadas na ferramenta.

03

Margem da venda: valor da venda − custo dos produtos − despesas variáveis.

04

Margem acumulada: soma das margens. Percentual do conjunto: margem acumulada ÷ soma das vendas × 100, sem média simples dos percentuais.

10

Margem de contribuição do mix

Planejamos vários produtos com suas quantidades, preços e custos próprios.

01

Sobra por produto: (preço − custos e despesas variáveis por unidade) × quantidade prevista.

02

Margem do mix: soma das sobras ÷ faturamento total. Cada produto pesa conforme sua participação no faturamento.

03

Equilíbrio: despesas fixas ÷ margem do mix em decimal. Meta: (despesas fixas + lucro desejado) ÷ margem do mix. Só há equilíbrio calculável com margem positiva.

04

Quantidade por produto: quantidade prevista × fator necessário para atingir o equilíbrio ou a meta. Produtos com unidades diferentes são apresentados separadamente.

05

Simulação de volume: todas as quantidades variam na mesma proporção. As despesas fixas permanecem constantes.

11

Fluxo de caixa, capital de giro e ciclo financeiro

Três módulos independentes explicam o tempo da operação, os recursos necessários e o saldo futuro.

01

Estoque em dias: estoque médio ÷ custo das vendas × dias do período. Recebimento em dias: clientes médios ÷ vendas × dias do período. Pagamento em dias: fornecedores médios ÷ compras × dias do período.

02

Ciclo operacional: prazo de estoque + prazo de recebimento. Ciclo financeiro: ciclo operacional − prazo de pagamento.

03

Capital de giro necessário: caixa mínimo + clientes + estoques + outros ativos operacionais − fornecedores − obrigações e outros passivos operacionais.

04

Fluxo de caixa: saldo inicial + entradas − saídas. O saldo final de cada período passa a ser o saldo inicial do seguinte. Compare com a reserva mínima desejada.

O que a ferramenta não consegue saber sozinha

Algumas informações continuam dependendo de você.

Fontes principais

A regra pode ser conferida.

Priorizamos legislação consolidada e páginas dos órgãos responsáveis. Materiais específicos podem aparecer também ao lado da calculadora ou no artigo relacionado.

CLT — Decreto-Lei nº 5.452/1943 Aviso-prévio proporcional — Lei nº 12.506/2011 13º salário — Lei nº 4.090/1962 FGTS — Lei nº 8.036/1990 Tabela de contribuição do INSS Receita Federal — tributação de 2026 Portal do Empreendedor — condições do MEI

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